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terça-feira, 30 de agosto de 2011

PSOL tem Plenária Municipal Sábado

No próximo sábado, dia 3 de Setembro, às 14 h na Câmara de Vereadores de Pelotas, teremos Plenária Municipal do PSOL.

Nesta reunião, além de trocarmos informes, teremos o debate de teses e eleição de delegad@s ao III Congresso Nacional do Partido,  que acontecerá no mês de Dezembro, em São Paulo.

Além disto, teremos debate em relação a continuação de nossa luta contra o aumento do número de Vereadores em Pelotas, confirmado hoje para 21.

Convidamos todos os militantes e simpatizantes a participarem da plenária.








terça-feira, 23 de agosto de 2011

Resposta à coluna Espeto Corrido do Jornal Diário Popular

Abaixo, publico nota do Jornalista José Ricardo Castro, da Coluna Espeto Corrido, do Diário Popular, em relação à posição do PSOL sobre o aumento do número de Vereadores em Pelotas. Na sequência, a resposta que lhe enviei. (em itálico, o que foi publicado na coluna do Espeto).

Posição - PSOL pelotense define o caminho a seguir sobre o aumento ou não do número de vereadores. É contra. Pede plebiscito com a população para que esta decida. Também defende campanha para o combate às reais e profundas mazelas da cidade. Pergunta do Espeto: se o número de vereadores passar para 23, o PSOL terá candidatos?

Respondendo a sua pergunta, em relação à posição do PSOL sobre o aumento do número de Vereadores.

O PSOL não define sozinho as regras das eleições. Em nenhum momento, cogitamos a possibilidade de deixar de participar de eleições devido à regras que nos desagradem. Temos um nítido exemplo no caso do financiamento das campanhas eleitorais, o PSOL é absolutamente contrário à forma atual de financiamento de campanha, visto que as grandes empresas financiam seus candidatos e os resultados eleitorais, em regra, demonstram que as campanhas mais ricas são vitoriosas.

Desta forma, não deixaremos de participar das eleições pelotenses em 2012, teremos candidatos à Vereador, tanto para disputar 15, quanto para disputar 23 vagas. Assim como teremos Candidato à Prefeito.

Grato,

Jurandir Silva
Presidente do PSOL Pelotas



segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Maioria dos Vereadores de Pelotas rejeita proposta do PSOL

Estivemos nesta segunda feira pela manhã na audiência pública convocada pela Câmara de Vereadores de Pelotas para debater o aumento do número de Legisladores de 15 para 23.

A "consulta" realizada pela Câmara à comunidade consistiu da abertura de seis intervenções de sete minutos, sendo três intervenções para os defensores da proposta e três para os contrários.

Para poder falar, era necessário ir à Câmara de Vereadores na semana passada e solicitar a inscrição. Por sorte, conseguimos inscrever o companheiro Helder Oliveira, que defendeu muito bem a posição do PSOL em relação ao assunto.

Como havíamos publicado na internet desde sábado, nossa posição é contrária ao aumento do número de vereadores. Fomos à audiência pública e, além de expor os motivos de nossa contrariedade, apresentamos a proposta de consulta à população, na forma de plebiscito ou referendo.

Tal proposta foi rejeitada pelos Vereadores favoráveis ao aumento, com o argumento de que uma consulta à comunidade era algo extremamente complicado e inviável de ser feito. Segundo os Vereadores, a consulta feita na audiência pública era suficiente.

De nossa parte, divergimos profunda e respeitosamente dos atuais Vereadores, visto que uma única audiência pública, realizada às 10 h da manhã de uma segunda-feira, impede a ampla maioria da população de participar e demonstrar sua opinião.

Vamos seguir lutando. Lançaremos um movimento com outras organizações e indivíduos, para que possamos realizar um plebiscito popular sobre o aumento do número de Vereadores em Pelotas. Ainda não descartamos a possibilidade de relizarmos um movimento de iniciativa popular, em que teríamos que coletar 9 mil assinaturas para barrar o aumento. Te convidamos a somar nesta jornada. Entre em contato!










sábado, 20 de agosto de 2011

Posição do PSOL sobre o aumento do número de vereadores em Pelotas

O POVO DECIDE

A Câmara de Vereadores de Pelotas está debatendo o aumento do número de legisladores municipais. De acordo com a proposta, a partir de 2013, a Câmara teria 23 Vereadores, oito a mais que atualmente.

A maioria absoluta dos atuais vereadores já se manifestou a favor do aumento de cadeiras na Câmara e ao que tudo indica, a consulta à comunidade Pelotense a ser realizada em audiência pública, não passa de mera formalidade.

Nós do Partido Socialismo e Liberdade, nos posicionamos firmemente contra o aumento do número de vereadores em Pelotas. Sugerimos aos Vereadores da cidade, que antes de implementarem o aumento do número de legisladores, implementem uma forte campanha de combate às reais e profundas mazelas de nossa cidade, como a falta de empregos, de perspectivas para os jovens, a interminável e desesperadora crise da saúde pública, entre tantos outros assuntos determinantes para a vida do povo Pelotense.

Temos a nítida compreensão, de que o aumento do número de vereadores na cidade em nada garante a necessária vinculação entre os desejos do povo e a ação dos legisladores. A Cidade não precisa de mais Vereadores, a Cidade precisa de Vereadores que respondam aos anseios do povo.

Por fim, gostaríamos de sugerir uma real consulta à comunidade, na forma de plebiscito, organizado pela Câmara de Vereadores e a sociedade organizada. Nesta consulta, a população votaria “SIM” ou “NÃO” ao aumento do número de legisladores, sendo obrigatoriamente, o resultado da votação acatado pelos atuais Vereadores.

Convidamos todos a somarem-se nesta luta!

PSOL Pelotas-RS, 20 de Agosto de 2011.

terça-feira, 26 de abril de 2011

Plenária do PSOL Pelotense neste sábado



No próximo sábado, dia 30 de Abril, teremos Plenária Municipal do PSOL em Pelotas, às 15 horas no Plenário da câmara de Vereadores, na Rua XV de Novembro, número 207.

Nossa ideia é retomar as discussões sobre organização partidária desenvolvidas a partir da Plenária de março, contemplando temas como campanhas financeiras e atividades de formação política e apresentação partidária.

Debateremos também, dois temas fundamentais para a a cidade de Pelotas: um deles é o transporte coletivo, o qual nos referimos no post anterior. Pretendemos armar a militância partidária para intervir concretamente no processo de discussões que ora se inicia.

O outro tema é também muito grave, infelizmente histórico. A crise da saúde pública. Além da constante superlotação do Pronto-Socorro Municipal, temos um atendimento deficiente nos postos de saúde. Tal crise teve conseqüência trágica nos dias anteriores ao feriadão de Páscoa, quando um bebê de 6 meses veio a falecer por falta de leito.

Se o conjunto das forças políticas municipais vai calar em relação ao caos no transporte e a terrível situação da saúde pública, o PSOL não vai calar. Se não queres calar, some-se à nossa luta, participe da Plenária do dia 30.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

PSOL apresentou candidatos à Presidência da Câmara e do Senado

O PSOL decidiu lançar candidaturas próprias para as eleições das duas casas legislativas. Chico Alencar (RJ) concorreu à Presidência da Câmara, e Randolfe Rodrigues (AP) à do Senado. "Esta candidatura é uma expressão, um símbolo da necessidade de resgatar o papel do Legislativo na nossa sociedade", disse Chico, em seu elogiado discurso, em defesa de um parlamento ético e independente Para além dos acordos dos partidos, Randolfe obteve oito votos, e Chico alcançou 16.

Randolfe versus Sarney

Os adversários José Sarney e o novo senador Randolfe Rodrigues: rivais na disputa pela presidência do SenadoFoi uma vitória folgada. O maranhense José Sarney, senador pelo PMDB do Amapá, reelegeu-se pela quarta vez presidente do Senado Federal. Com 80 anos de idade e 56 de Parlamento, Sarney é o senador mais longevo da República. Ele recebeu os votos de 70 de seus pares, contra 8 votos de seu adversário, 2 abstenções e 1 voto nulo.

A eleição de Sarney eram favas contadas. A novidade da eleição de terça-feira, 1º de fevereiro de 2011, foi a votação de seu concorrente, Randolfe Rodrigues, 38 anos, primeiro mandato, eleito pelo PSol do Amapá, o mesmo estado pelo qual Sarney se elegeu há quatro anos. Randolfe é o mais jovem senador da República e compõe a bancada do PSol no Senado ao lado da senadora Marinor Brito, do Pará.

Randolfe se lançou candidato à presidência do Senado em cima da hora. Pegou o microfone exigindo o direito à palavra na sessão do Senado, ocupou a tribuna e, sem estardalhaço mas com firmeza, fez um belo discurso, politizado e esclarecedor. Não meteu o dedo na cara do Sarney, mas postulou a renovação da vida política brasileira e reclamou ética republicana na condução dos negócios públicos..

O confronto tornou-se claro. Enquanto Sarney discursou no Senado em tom de despedida, dispondo-se à presidência do Senado como mais "um sacrifício", Randolfe apontou para o futuro e plantou a esperança, para que daqui a meio século o Amapá não esteja na triste situação em que o Maranhão se encontra hoje.

Sarney derramou-se na velha retórica vazia de sempre, mas não deu uma só palavra sobre o Maranhão, estado onde ele e sua família mandam há 5 décadas e que ostenta uma situação do vergonhoso descalabro, refletido no IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), na educação pública (pasmem, Sarney é imortal da Academia Brasileira de Letras) e nos mais variados índices sociais.

A recondução de Sarney à presidência do Senado pontua o atraso político em que o Brasil está atolado por conta do tributo que somos obrigados a pagar a um legítimo representante das oligarquias retrógradas que dominam e infelicitam as regiões mais pobres do País, toleradas pelo sistema dominante porque são funcionais à reprodução ampliada do capital, particularmente do capital financeiro.

José Sarney está no poder desde o golpe militar de 1964, quando se elegeu governador do Maranhão com o apoio do general-presidente Castelo Branco, e depois foi senador desse estado por dois mandatos consecutivos. Presidiu a ARENA ("o maior partido do Ocidente"), depois o PDS e, em 1985, quando pressentiu a irreversibilidade do processo de redemocratização do País, em troca da candidatura a vice-presidente, participou da dissidência que organizou o PFL e que resultou na eleição do oposicionista Tancredo Neves. Com a morte de Tancredo, a Presidência da República caiu-lhe no colo.

Paralelamente à vida pública do chefe oligarca, o clã Sarney consolidava seu poderio econômico, com um complexo de negócios cuja face mais visível é o Sistema Mirante de Comunicação, o maior grupo privado de comunicação do Maranhão, proprietário de emissoras de televisão e de rádio e do diário O Estado do Maranhão.

Em 2009, logo após sua terceira recondução à presidência do Senado, Sarney foi notícia na revista inglesa The Economist que, sob o título Onde os dinossauros ainda vagam, classificava a sua eleição como uma "vitória do semifeudalismo". Pouco depois, estourou uma série de escândalos na administração do Senado e foram encaminhados à Comissão de Ética do Senado 11 pedidos de cassação do seu mandato.

Agora, Sarney diz que fará mais um "sacrifício pessoal", que consiste em ficar mais dois anos na presidência do Senado. E, como se não tivesse nada a ver com o escândalo dos "atos secretos", afirmou, com uma invejável cara de pau, que "a ética, para mim, não tem sido só palavras, mas exemplo de vida inteira".

Fonte: www.socialismo.org.br

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Nenhum voto a Serra

Nenhum voto a Serra
18/10/2010

O PSOL – Partido Socialismo e Liberdade mereceu a confiança de mais de um milhão de brasileiros que votaram nas eleições de 2010. Nossa aguerrida militância foi decisiva ao defender nossas propostas para o país e sobre ela assentou-se um vitorioso resultado.

Sentimos-nos honrados por termos tido Plínio de Arruda Sampaio e Hamilton Assis como candidatos à presidência da República e a vice, que de forma digna foram porta vozes de nosso projeto de transformações sociais para o Brasil. Comemoramos a eleição de três deputados federais (Ivan Valente/SP, Chico Alencar/RJ e Jean Wyllys/RJ), quatro deputados estaduais (Marcelo Freixo/RJ, Janira Rocha/RJ, Carlos Giannazi/SP e Edmilson Rodrigues/PA) e dois senadores (Randolfe Rodrigues/AP e Marinor Brito/PA). Lamentamos a não eleição de Heloísa Helena para o Senado em Alagoas e a não reeleição de nossa deputada federal Luciana Genro no Rio Grande do Sul, bem como do companheiro Raul Marcelo, atual deputado estadual do PSOL em São Paulo.

Em 2010 quis o povo novamente um segundo turno entre PSDB e PT. Nossa posição de independência não apoiando nenhuma das duas candidaturas está fundamentada no fato de que não há por parte destas nenhum compromisso com pontos programáticos defendidos pelo PSOL. Sendo assim, independentemente de quem seja o próximo governo, seremos oposição de esquerda e programática, defendendo a seguinte agenda: auditoria da dívida pública, mudança da política econômica, prioridade para saúde e educação, redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, defesa do meio ambiente, contra a revisão do código florestal, defesa dos direitos humanos segundo os pressupostos do PNDH3, reforma agrária e urbana ecológica e ampla reforma política – fim do financiamento privado e em favor do financiamento público exclusivo, como forma de combater a corrupção na política.

No entanto, o PSOL se preocupa com a crescente pauta conservadora introduzida pela aliança PSDB-DEM, querendo reduzir o debate a temas religiosos e falsos moralismos, bloqueando assim os grandes temas de interesse do país. Por outro lado, esta pauta leva a candidatura de Dilma a assumir posição ainda mais conservadora, abrindo mão de pontos progressivos de seu programa de governo e reagindo dentro do campo de idéias conservadoras e não contra ele. Para o PSOL, a única forma de combatermos o retrocesso é nos mantermos firmes na defesa de bandeiras que elevem a consciência de nosso povo e o nível do debate político na sociedade brasileira.

As eleições de 2002, ao conferir vitória a Lula, traziam nas urnas um recado do povo em favor de mudanças profundas. Hoje é sabido que Lula não o honrou, não cumpriu suas promessas de campanha e governou para os banqueiros, em aliança com oligarquias reacionárias como Sarney, Collor e Renan Calheiros. Mas aquele sentimento popular por mudanças de 2002 era também o de rejeição às políticas neoliberais com suas conseqüentes privatizações, criminalização dos movimentos sociais – que continuou no governo Lula -, revogação de direitos trabalhistas e sociais.

Por isso, o PSOL reafirma seu compromisso com as reivindicações dos movimentos sociais e as necessidades do povo brasileiro. Somos um partido independente e faremos oposição programática a quem quer que vença. Neste segundo turno, mantemos firme a oposição frontal à candidatura Serra, declarando unitariamente “NENHUM VOTO EM SERRA”, por considerarmos que ele representa o retrocesso a uma ofensiva neoliberal, de direita e conservadora no País. Ao mesmo tempo, não aderimos à campanha Dilma, que se recusou sistematicamente ao longo do primeiro turno a assumir os compromissos com as bandeiras defendidas pela candidatura do PSOL e manteve compromissos com os banqueiros e as políticas neoliberais. Diante do voto e na atual conjuntura, duas posições são reconhecidas pela Executiva Nacional de nosso partido como opções legítimas existentes em nossa militância: voto crítico em Dilma e voto nulo/branco. O mais importante, portanto, é nos prepararmos para as lutas que virão no próximo período para defender os direitos dos trabalhadores e do povo oprimido do nosso País.

Executiva Nacional do PSOL

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Plenária da Candidatura 50800

Neste sábado, dia 21 de Agosto, às 16 h e 30 min na Sede do PSOL, Rua Padre Anchieta, 1586, teremos plenária de nossa candidatura à Deputado Estadual,

Faremos avaliação de nossas atividades de campanha até aqui e debateremos ideias e perspectivas. Nossa campanha está muito boa, estamos com várias atividades nas ruas, nesta plenária contaremos com a presença de toda a nossa militância e de diversas pessoas que tem demonstrado apoio durante estes dias de campanha.

Estão todos convidados, seguimos a luta!

sábado, 7 de agosto de 2010

A semana vista pelo PSOL

Debate dos presidenciáveis marca a diferença do PSOL
Plínio é o único a criticar atual política econômica que privilegia os rentistas

Nesta quinta-feira, 5, pela primeira vez os candidatos à Presidência puderam debater sobre os projetos de governo para o país, apresentando propostas em diversas áreas como saúde, educação e segurança. Porém, nem José Serra (PSDB), nem Dilma Rousseff (PT), nem Marina Silva (PV) mostraram a verdadeira causa dos problemas em todas essas áreas: a política econômica que destina para a dívida pública oito vezes mais recursos que para a saúde ou 12 vezes mais que para a educação.

Quando perguntada por Plínio de Arruda Sampaio (PSOL) sobre o porquê do governo destinar ao serviço da dívida pública uma quantia 31 vezes maior que a do Bolsa Família, Dilma simplesmente ficou sem resposta, e mudou de assunto. Posteriormente, um dos jornalistas acusou Plínio de pregar “calote” na dívida pública. Plínio respondeu que “calote” é o que o governo faz diariamente com a dívida social, e que antes de pagar a dívida financeira, temos de saber o que realmente devemos.

Saúde: as contradições de PSDB, PT e PV

A área da saúde foi bastante abordada pelos presidenciáveis, que defenderam a regulamentação da Emenda Constitucional 29, que poderia gerar mais recursos para essa área social. Porém, Dilma e Marina se esquecem que, em 2008, os deputados federais aliados ao governo (do qual participaram) rejeitaram a proposta de regulamentação da Emenda 29, que já havia sido aprovada pelo Senado e que aumentaria significativamente os recursos da saúde. Já os deputados do PSOL foram favoráveis à proposta do Senado.

A base governista somente aceitou aumentar os recursos da saúde num montante bem menor, e somente se tal aumento fosse financiado pela criação de uma nova CPMF, um tributo injusto, pago principalmente pelos mais pobres, pois é embutido nos preços dos produtos, inclusive os essenciais à sobrevivência.

A candidata do PT tem afirmado que o fim da CPMF ocasionou um prejuízo anual de R$ 40 bilhões para a saúde, porém, tal tributo foi criado pelo governo FHC, contra o voto dos parlamentares do PT na época. O governo FHC (do qual participou José Serra) criou a CPMF não para aumentar os recursos da saúde, mas para cumprir as metas de superávit primário, política essa que continua vigente até hoje. Isso ocorreu pois, ao mesmo tempo em que era criada a CPMF, a saúde perdeu boa parte de suas outras fontes de financiamento, de modo que em 2007 – último ano da CPMF – os recursos da saúde (em % do PIB) foram inferiores aos valores vigentes antes da criação da CPMF.

Portanto, o fim da CPMF em 2007 não pode ser usado como justificativa para a falta de recursos da saúde, até porque em 2008 a carga tributária federal foi ainda maior que no ano anterior (mesmo se medida como percentual do PIB), uma vez que o governo elaborou um pacote de aumento de tributos como o IOF, e a arrecadação de outros tributos também subiu, enquanto os gastos com saúde caíram. A Seguridade Social (que inclui as áreas da saúde, assistência e previdência) continuou a apresentar um gigantesco superávit, de dezenas de bilhões de reais.

O verdadeiro problema, que não foi mencionado por nenhum dos candidatos de PSDB, PT e PV é que grande parte dos recursos da Seguridade Social é retirada de sua finalidade por meio da DRU – Desvinculação das Receitas da União, e passa a servir para o cumprimento das metas de superávit primário, ou seja, a reserva de recursos para o pagamento da dívida. Em 2009, o pagamento de juros e amortizações da dívida pública (mesmo excluindo a “rolagem” da dívida) foi oito vezes maior que todos os gastos federais com saúde. E tanto Serra, Dilma e Marina já afirmaram que manterão essa política de ajuste fiscal.

O caos aéreo continua

Nesta semana, o país viveu mais um capítulo do caos aéreo, desta vez provocado pela empresa aérea Gol, e pela passividade do governo, principalmente a Anac – Agência Nacional de Aviação Civil. Mesmo depois de diversas denúncias feitas pelo Sindicato dos Aeronautas à Anac, sobre carga horária excessiva e problemas nas escalas de voos da empresa, o problema se agravou a partir do último final de semana, prejudicando os passageiros.

Importante resgatar aqui um trecho do Voto em Separado (Relatório Alternativo) da deputada Luciana Genro na CPI da Crise Aérea, ocorrida ainda em 2007, no qual pede a extinção da agência:

“A Anac foi omissa e incompetente na função de regulação de fiscalização do setor. Cumpriu, na verdade, o papel de defensora dos interesses das empresas e não dos usuários do sistema. O setor aéreo necessita de um órgão fiscalizador que não esteja subordinado aos interesses das corporações como TAM e Gol.”

Porém, o Relatório Final da CPI, elaborado pelo deputado federal Marco Maia (PT/RS), não incluiu essa recomendação, e por isso o país continua a enfrentar o caos aéreo.

Nos últimos dias, o jornal O Estado de S. Paulo ainda denunciou que 50% das multas aplicadas pela Anac até 2007 às empresas aéreas (ou seja, referentes aos episódios do caos aéreo que levaram à CPI) simplesmente não foram cobradas.
www.lucianagenro.com.br

terça-feira, 27 de julho de 2010

Plínio de Arruda Sampaio em Pelotas

Na próxima quinta-feira contaremos com a ilustre presença de nosso Candidato à Presidência da República Plínio de Arruda Sampaio em Pelotas.



Plínio é promotor público aposentado, já foi Deputado Federal por três vezes e aos 80 anos enfrenta a batalha das eleições para combater a falsa polarização entre PT e PSDB.

Na próxima quinta, Plínio cumpre agenda de imprensa na cidade, e a partir das 16 h estará no centro da cidade, participando de mini-comício com a militância do PSOL no chafariz do calçadão!

Convidamos todos a participarem da atividade!

domingo, 20 de junho de 2010

PSOL apresenta Candidatos

No sábado, dia 19 de Junho, o PSOL realizou Convenção no Rio Grande do Sul. Foi referendado o nome de Pedro Ruas, Vereador de Porto Alegre, como Candidato ao Governo do Estado. Completa a chapa ao Palácio Piratini a educadora Marliane dos Santos, Candidata à Vice. Para o Senado foram apresentados os nomes de Bernadete Menezes, servidora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e Luiz Carlos Lucas, professor aposentado da Universidade Federal de Pelotas.

Na convenção também foi aprovada a chapa proporcional, 39 Candidatos à Deputado Estadual e 37 á Deputado Federal. O destaque e prioridade do Partido na chapa proporcional é certamente Luciana Genro, que concorre à reeleição como Deputada Federal, para continuar realizando o trabalho fundamental de combater a corrupção e os privilégios dos mais ricos.

O PSOL da Zona Sul do Estado contribui significativamente na construção da Convenção. Na chapa majoritária a região estará muito bem representada pelo professor aposentado Luiz Carlos Lucas, ex-Presidente do ANDES, candidato à Prefeito pelo PSOL de Pelotas no ano de 2008. O Professor Lucas é o único Candidato ao Senado da Zona Sul do Estado.

Dentre os nomes do Partido para a disputa de vagas na Câmara Federal o PSOL apresentou também uma chapa qualificada. Maicon Nachtigall, natural do Capão do Leão, Policial Rodoviário Federal e militante dos direitos humanos, em especial da luta pela livre expressão sexual. Também vinculada à luta pelos direitos humanos o partido apresentou o nome de Winnie Bueno, 22 anos, estudante de Direito da UFPel, militante das lutas do movimento negro e do movimento estudantil.

O PSOL de Rio Grande também contará com um nome na disputa por vaga na Câmara Federal, Paulo Roberto Martins, o Paulo Mano, é funcionário da CORSAN, foi o candidato a Vereador mais votado pelo PSOL na cidade em 2008, tem longa trajetória na luta por transporte público de qualidade e na defesa do meio ambiente. O Partido apresenta ainda o professor de História Mário San Segundo, natural de Bagé, com trajetória no movimento estudantil em Pelotas e na luta dos educadores em todo o Estado.

Para a disputa de vagas na Assembléia Legislativa Estadual o Partido lançou Candidaturas em três cidades. De Dom Pedrito vem o advogado Fabrício Nunes, fundador do PSOL e militante histórico da esquerda na região da campanha. A luta dos camponeses pela reforma agrária estará também representada na chapa proporcional do PSOL, Pedro Stein, assentado no Município de Piratini, e lutador histórico do MST. Ainda na disputa por vagas na Assembléia Legislativa está Jurandir Silva, Engenheiro Agrônomo, Presidente do PSOL Pelotas, candidato à Vice-Prefeito na cidade em 2008.

No dia 30 de Junho, em São Paulo-SP, o PSOL realiza sua Convenção Nacional Eleitoral, onde será referendado o nome de Plínio de Arruda Sampaio como pré-candidato à Presidência da República, buscando romper com a falsa polarização entre PT e PSDB. A Presidente Nacional do PSOL Heloísa Helena disputará uma vaga no Senado pelo Estado de Alagoas, buscando a representação do Partido para lutar pelos direitos do povo em uma casa legislativa tomada por escândalos de corrupção.

A campanha eleitoral começa no dia 6 de Julho, o PSOL buscará realizar os debates políticos fundamentais para a sociedade Brasileira, que contemplam a luta contra a corrupção e os privilégios dos latifundiários e grandes empresários, na luta por uma sociedade justa, fraterna e igualitária.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Novidades em Rio Grande

Desde a fundação do PSOL, tenho acompanhado o trabalho do nosso Partido em Rio Grande-RS. Por lá temos muitos companheiros que batalham para construir um Partido Socialista com influência de massas. No final de semana conversei mais uma vez com o Públio Ferrari, o Peter, a Priscila, o Abrilino, a Fernanda Fonseca, entre tantos outros.
Nos últimos meses a cidade passou pelo debate da construção de um lixão regional, era uma proposta da Prefeitura, que objetivava construir uma mega-estrutura na cidade para receber o lixo de várias cidades da Zona Sul. Obviamente, a reciclagem de lixo é um tema cada vez mais importante, mas isto não confere ao poder público a possibilidade de implementar usinas de reciclagem sem debater com a população e sem atentar para os impactos ambientais de tais estruturas.
Numa batalha inicial o projeto foi provisoriamente paralisado, a comunidade se mobilizou, fez atos de rua, abaixo-assinado e conquistou. Dentre os mais destacados lutadores contra o projeto do lixão estava o companheiro Paulo Roberto Martins, o Paulo Mano.
O Paulo Mano é militante do PSOL, trabalhou muitos anos como rodoviário, e hoje é servidor da CORSAN. Foi o candidato a Vereador mais votado pelo PSOL em Rio Grande no ano de 2008.
Ficamos muito contentes em saber que o Paulo Mano aceitou ser pré-candidato à Deputado Federal pelo PSOL. Pra mim será uma honra continuar trabalhando com este companheiro, por uma sociedade justa, fraterna e igualitária.