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quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

A Usina Teremelétrica de Candiota

Quando vi a propaganda do Governo Federal sobre o início da operação da Fase C da Usina Termelétrica Presidente Médici, em Candiota, fiquei perplexo.

Fazem alguns dias, a propaganda era muito bem produzida, muito bonita, parecia o programa de TV da Dilma. Tratava de propagandear que a inauguração da Fase C era um orgulho para a região e que a energia gerada era "limpa".

Minha perplexidade se deu por saber das péssimas relações de trabalho existentes no decorrer da execução da obra: baixos salários, não pagamento de insalubridade e periculosidade, problemas nos refeitório e graves problemas em relação à segurança dos trabalhadores (acompanhamos uma greve dos trabalhadores após a morte de um operário, foi um dos primeiros posts de nosso blog).

Eis que hoje se noticia estadualmente a paralisação das atividades em todo o complexo da Usina Presidente Médici, por ordem do Ministério Público Estadual devido à problemas ambientais.

Além de esquecer dos trabalhadores que perderam a vida no decorrer da obra, a tal propaganda parece que não foi tão exata em relação aos relatórios de impacto ambiental, pois segundo o Ministério Público, nem o IBAMA aprova a manutenção das atividades no complexo.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Alternativas culturais em Canguçu-RS

Recebi um texto e um apelo de uma nova colaboradora de nosso Blog. A Kananda Nunes tem 14 anos e é de Canguçu, nos escreve sobre a falta de alternativas culturais em sua cidade. Este certamente é um problema sério em diversas cidades da Zona Sul do Estado.

Abaixo, o texto de Kananda.

Muitas pessoas pensam que a cultura não é importante, que não deve ser uma das prioridades de um governo, mas ao contrário que possam imaginar a cultura é extremamente importante para uma cidade, estado ou país.

Um exemplo: enquanto um jovem está nas ruas, perto de todos os riscos que habitam nas cidades, podia estar em um teatro, cinema ou fazendo alguma atividade cultural.

Canguçu é um exemplo de cidade que tem uma grande carência de atividades culturais.
Há alguns anos foi inaugurado um cinema na cidade, depois de décadas Canguçu voltaria a ter um cinema. Mas em um ano aproximadamente foi fechado, e nunca mais reaberto, o teatro canguçuense dificilmente traz algum atrativo, não só para os jovens, mas pra todas as idades.

Muitos de nós, quando queremos ver um filme em cartaz, temos que nos deslocar até Pelotas, como foi na estréia de Tropa de Elite 2, onde os canguçuenses lotaram o cinema pelotense.

A população está tão acostumada à falta de alternativas culturais que em algumas oportunidades, quando ocorre algum evento, o público é reduzido. Isto não pode servir como “desculpa” para que não tenhamos alternativas culturais em Canguçu, deve servir como alerta, para que a cultura seja estimulada nas escolas e que tenhamos cada vez mais eventos.

Portanto, é um dever dos governantes estimular a cultura nas cidades! Em canguçu, temos que fortalecer alternativas para a juventude e para toda a população, para que não tenhamos que ficar na exclusiva dependência de Pelotas.

Kananda Peixoto Nunes

domingo, 20 de junho de 2010

PSOL apresenta Candidatos

No sábado, dia 19 de Junho, o PSOL realizou Convenção no Rio Grande do Sul. Foi referendado o nome de Pedro Ruas, Vereador de Porto Alegre, como Candidato ao Governo do Estado. Completa a chapa ao Palácio Piratini a educadora Marliane dos Santos, Candidata à Vice. Para o Senado foram apresentados os nomes de Bernadete Menezes, servidora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e Luiz Carlos Lucas, professor aposentado da Universidade Federal de Pelotas.

Na convenção também foi aprovada a chapa proporcional, 39 Candidatos à Deputado Estadual e 37 á Deputado Federal. O destaque e prioridade do Partido na chapa proporcional é certamente Luciana Genro, que concorre à reeleição como Deputada Federal, para continuar realizando o trabalho fundamental de combater a corrupção e os privilégios dos mais ricos.

O PSOL da Zona Sul do Estado contribui significativamente na construção da Convenção. Na chapa majoritária a região estará muito bem representada pelo professor aposentado Luiz Carlos Lucas, ex-Presidente do ANDES, candidato à Prefeito pelo PSOL de Pelotas no ano de 2008. O Professor Lucas é o único Candidato ao Senado da Zona Sul do Estado.

Dentre os nomes do Partido para a disputa de vagas na Câmara Federal o PSOL apresentou também uma chapa qualificada. Maicon Nachtigall, natural do Capão do Leão, Policial Rodoviário Federal e militante dos direitos humanos, em especial da luta pela livre expressão sexual. Também vinculada à luta pelos direitos humanos o partido apresentou o nome de Winnie Bueno, 22 anos, estudante de Direito da UFPel, militante das lutas do movimento negro e do movimento estudantil.

O PSOL de Rio Grande também contará com um nome na disputa por vaga na Câmara Federal, Paulo Roberto Martins, o Paulo Mano, é funcionário da CORSAN, foi o candidato a Vereador mais votado pelo PSOL na cidade em 2008, tem longa trajetória na luta por transporte público de qualidade e na defesa do meio ambiente. O Partido apresenta ainda o professor de História Mário San Segundo, natural de Bagé, com trajetória no movimento estudantil em Pelotas e na luta dos educadores em todo o Estado.

Para a disputa de vagas na Assembléia Legislativa Estadual o Partido lançou Candidaturas em três cidades. De Dom Pedrito vem o advogado Fabrício Nunes, fundador do PSOL e militante histórico da esquerda na região da campanha. A luta dos camponeses pela reforma agrária estará também representada na chapa proporcional do PSOL, Pedro Stein, assentado no Município de Piratini, e lutador histórico do MST. Ainda na disputa por vagas na Assembléia Legislativa está Jurandir Silva, Engenheiro Agrônomo, Presidente do PSOL Pelotas, candidato à Vice-Prefeito na cidade em 2008.

No dia 30 de Junho, em São Paulo-SP, o PSOL realiza sua Convenção Nacional Eleitoral, onde será referendado o nome de Plínio de Arruda Sampaio como pré-candidato à Presidência da República, buscando romper com a falsa polarização entre PT e PSDB. A Presidente Nacional do PSOL Heloísa Helena disputará uma vaga no Senado pelo Estado de Alagoas, buscando a representação do Partido para lutar pelos direitos do povo em uma casa legislativa tomada por escândalos de corrupção.

A campanha eleitoral começa no dia 6 de Julho, o PSOL buscará realizar os debates políticos fundamentais para a sociedade Brasileira, que contemplam a luta contra a corrupção e os privilégios dos latifundiários e grandes empresários, na luta por uma sociedade justa, fraterna e igualitária.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

A necessidade de um programa para a Zona Sul do RS

No início desta semana fomos convidados para participar do lançamento da campanha “Acorda Zona Sul”, organizada pela Associação dos Municípios da Zona Sul do Estado. O objetivo da campanha é convencer os eleitores da Região a votarem em candidatos daqui nas eleições de Outubro.

Fomos até lá, eu e o camarada Maicon Nachtigall, pré-candidato à Deputado Federal pelo PSOL, para observar a atividade e compreender melhor seus objetivos. Quando recebi o convite logo me questionei sobre a existência de um programa político para a ZS defendido pelos organizadores do evento.

Durante a atividade me pareceu nítido que o objetivo é exatamente eleger parlamentares vinculados às cidades da ZS, anulando o debate programático ou partidário. Os números de fato demonstram que a região tem uma sub-representação na Assembléia Legislativa e na Câmara Federal, nas eleições de 2006, um total de 600 mil eleitores elegeu apenas dois Deputados Estaduais.

O que não me parece possível e debater a necessidade de a região ter representação política e se desenvolver, sem relacionar este debate com a necessidade de um programa, afinal de conta há diversos projetos e possibilidades neste campo, muita delas completamente contraditórias.

Tenho absoluta certeza de que em um pequeno texto não seja possível esgotar o conjunto de necessidades da região, nem as possíveis propostas para a retomada do desenvolvimento da Zona Sul do RS. No entanto, tenho convicção de que os postulantes a cargos legislativos ou executivos têm a obrigação de apresentar suas idéias sobre o tema.

É neste sentido que o PSOL tem se debruçado no debate sobre a estagnação da Zona Sul do Estado. Nas eleições de 2008 em Pelotas apresentamos posição contundente contra a instalação da monocultura de eucalipto e das empresas de celulose na Região. Empresas estas que aos primeiros sinais da crise econômica mundial em 2008 abandonaram seus projetos na região, deixando apenas a monocultura instalada anteriormente e seus impactos ambientais e sociais, sem gerar um décimo das oportunidades de emprego prometidas.

Esta experiência deve nos fazer refletir sobre o modelo de desenvolvimento historicamente proposto pelos setores tradicionais e as suas claras limitações. Há muito tempo vende-se a idéia de que o desenvolvimento da região passa pela atração de grandes empresas, que vão gerar muitos empregos e resolver em definitivo o problema da estagnação.

Ora, nem precisamos de uma análise histórica muito profunda para perceber o fracasso desta linha de raciocínio. Além do exemplo das empresas de celulose temos nas últimas décadas o das indústrias de conserva. Tais indústrias geraram empregos durante uma etapa, tanto diretos, quanto indiretos, em especial na agricultura, que tinha grande parte de sua produção voltada para abastecer estas empresas. Quando a atividade deixou de ser rentável para os empresários, estes simplesmente migraram para outras regiões.

A saída para a região é justamente a diversificação de atividades econômicas, sem que tenhamos uma extrema dependência de um ou outro ramo da indústria ou empresário. Temos aqui inúmeras potencialidades a serem exploradas.

O fortalecimento da pequena agricultura, com o desenvolvimento de pequenas agroindústrias e do comércio local é um caminho inicial, tais atividades geram muito mais empregos do que a agricultura latifundiária e grandes empresas. É dever de um parlamentar da região cobrar dos governos políticas públicas que contemplem este tema. Incentivos fiscais para tais atividades e assistência técnica pública a partir de uma EMATER redimensionada são passos iniciais urgentes.

A realização de auditoria séria nas dívidas do Estado com a União e o combate implacável à corrupção permitiriam que o Estado realizasse um investimento pesado em serviços públicos essenciais como saúde e educação. Desta forma poderíamos caminhar no sentido de solucionar a situação caótica da saúde pública, que afeta a grande maioria da população, desprovida de plano de saúde ou possibilidade de consultas e procedimentos médicos particulares. Nesta mesma medida, estaríamos gerando empregos nas áreas médica e educacional, em que temos abundância de formação profissional na região.

O fortalecimento do potencial cultural da região é também uma ferramenta de desenvolvimento. Podemos citar os exemplos do Carnaval Pelotense e do Grupo Tholl, como referências sob este aspecto. Tais iniciativas alcançaram reconhecimento nacional e a partir do envolvimento da comunidade possibilitam a existência de perspectivas para um grande número de pessoas, por méritos daqueles que idealizaram e se esforçaram em sua construção. As iniciativas culturais consagradas da região devem ser tratadas com o seu devido respeito, e não como um mero palanque eleitoral, sendo apoiadas às vésperas de eleições.

Temos muito o que tratar sobre o programa e as possibilidades de desenvolvimento da Zona Sul do Estado. De nossa parte colocamos alguns pilares, que passam pela diversificação de atividades e pela necessária sustentabilidade econômica, social e ecológica das mesmas. O que não aceitamos é a mera disputa eleitoreira, sem programa ou comprometimento político com absolutamente nada, permitindo que o “estelionato eleitoral”corra solto e alegre.

terça-feira, 1 de junho de 2010

CARAS NOVAS. NOMES NOVOS OU VELHOS, MAS A POLÍTICA CONTINUA A MESMA

O Vereador Pelotense Eduardo Macluf do PP acaba de colocar seu nome à disposição do Partido para disputar a vaga de Vice-Governador na chapa de Yeda Crusius. Eduardo é parte da “nova geração” da política na cidade, filho de Mansur Macluf, que ocupou o cargo de Vereador em Pelotas por mais de 35 anos.

Há na cidade certo processo de renovação de figuras políticas, representado por jovens que ocupam cadeiras na Câmara de Vereadores e outros que se postulam como figuras públicas em seus Partidos.

O PSOL quer debater os rumos da renovação na política em Pelotas e na Região. Afinal de contas passamos por um profundo processo de estagnação econômica, e nos parece muito correto afirmar que tal estagnação é de responsabilidade de sucessivas políticas equivocadas, centradas na atração de grandes empresas como único modo para a retomada do desenvolvimento.

É neste sentido que compreendemos que a renovação política não deve ocorrer apenas a partir da idade menos avançada dos postulantes a cargos executivos ou legislativos. Necessitamos de uma renovação de idéias, projetos, métodos, para que possamos inverter o quadro de desemprego, violência e falta de perspectiva para o conjunto da população.

Sobre o tema da renovação temos um exemplo contundente em nível estadual, Yeda Crusisus elegeu-se em 2006 com o slogan “Um novo jeito de governar”. Durante três anos e meio, observamos o que há de mais velho na política: corte em investimentos sociais como saúde e educação para o pagamento de dívidas com a união e com os bancos, truculência com os movimentos sociais, bombásticos escândalos de corrupção, entre outros.

Ora, este “novo jeito de governar” não nos serve. O retrato da rejeição a este modelo está em todas as pesquisas de opinião, onde o Governo comandado pelo PSDB aparece com os piores índices de avaliação em toda a história do Rio Grande.

O PSOL foi voz forte na oposição ao Governo de Yeda Crusius. Efetuamos denúncias contundentes e organizamos mobilizações nas ruas. Durante este processo tivemos o privilégio de ter como um de nossos porta-vozes o Vereador de Porto Alegre Pedro Ruas, hoje nosso pré-candidato ao Governo do Estado.

Pedro Ruas tem mais de 50 anos de vida e mais de 30 anos de política, não é na idade que demonstra a renovação, é no projeto de um Rio Grande sem corrupção e sem privilégios para banqueiros, empresários e latifundiários, com emprego, saúde e distribuição de renda.

Concordamos com a idéia de renovar a política também em nossa cidade e em nossa região. Certamente, tal renovação não passa por postular cargos na chapa de Yeda Crusius, responsável pelo mais trágico Governo da história do Rio Grande do Sul.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Novidades em Rio Grande

Desde a fundação do PSOL, tenho acompanhado o trabalho do nosso Partido em Rio Grande-RS. Por lá temos muitos companheiros que batalham para construir um Partido Socialista com influência de massas. No final de semana conversei mais uma vez com o Públio Ferrari, o Peter, a Priscila, o Abrilino, a Fernanda Fonseca, entre tantos outros.
Nos últimos meses a cidade passou pelo debate da construção de um lixão regional, era uma proposta da Prefeitura, que objetivava construir uma mega-estrutura na cidade para receber o lixo de várias cidades da Zona Sul. Obviamente, a reciclagem de lixo é um tema cada vez mais importante, mas isto não confere ao poder público a possibilidade de implementar usinas de reciclagem sem debater com a população e sem atentar para os impactos ambientais de tais estruturas.
Numa batalha inicial o projeto foi provisoriamente paralisado, a comunidade se mobilizou, fez atos de rua, abaixo-assinado e conquistou. Dentre os mais destacados lutadores contra o projeto do lixão estava o companheiro Paulo Roberto Martins, o Paulo Mano.
O Paulo Mano é militante do PSOL, trabalhou muitos anos como rodoviário, e hoje é servidor da CORSAN. Foi o candidato a Vereador mais votado pelo PSOL em Rio Grande no ano de 2008.
Ficamos muito contentes em saber que o Paulo Mano aceitou ser pré-candidato à Deputado Federal pelo PSOL. Pra mim será uma honra continuar trabalhando com este companheiro, por uma sociedade justa, fraterna e igualitária.