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terça-feira, 26 de abril de 2011

Plenária do PSOL Pelotense neste sábado



No próximo sábado, dia 30 de Abril, teremos Plenária Municipal do PSOL em Pelotas, às 15 horas no Plenário da câmara de Vereadores, na Rua XV de Novembro, número 207.

Nossa ideia é retomar as discussões sobre organização partidária desenvolvidas a partir da Plenária de março, contemplando temas como campanhas financeiras e atividades de formação política e apresentação partidária.

Debateremos também, dois temas fundamentais para a a cidade de Pelotas: um deles é o transporte coletivo, o qual nos referimos no post anterior. Pretendemos armar a militância partidária para intervir concretamente no processo de discussões que ora se inicia.

O outro tema é também muito grave, infelizmente histórico. A crise da saúde pública. Além da constante superlotação do Pronto-Socorro Municipal, temos um atendimento deficiente nos postos de saúde. Tal crise teve conseqüência trágica nos dias anteriores ao feriadão de Páscoa, quando um bebê de 6 meses veio a falecer por falta de leito.

Se o conjunto das forças políticas municipais vai calar em relação ao caos no transporte e a terrível situação da saúde pública, o PSOL não vai calar. Se não queres calar, some-se à nossa luta, participe da Plenária do dia 30.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Posição defendida pelo PSOL na audiência pública sobre transporte público em Pelotas

Hoje estivemos na audiência pública que debateu transporte coletivo em Pelotas. A seguir, nossa posição.

POR UMA LICITAÇÃO DO TRANSPORTE REAL E EFETIVA

Há muitos anos que estamos sofrendo com o caos do serviço de transporte coletivo. A superlotação nos horários de pico é constante em todas as linhas, há absurda desorganização quanto ao espaço reservado para idosos e gestantes e desrespeito com a população que paga passagem para ter a sua disposição um péssimo serviço de transporte, além disso, temos a imensa fila que os estudantes enfrentam para confeccionar a sua carteirinha estudantil. O complemento do caos se verifica com o fato de que o serviço está irregular, pois não há licitação pública e legal que legitime as concessões às empresas.
A irregularidade do serviço de transporte público é tão gritante que o Ministério Público (MP) ordenou a regularização da situação, sob pena de multa diária à Prefeitura. Entendemos que é necessário começar um movimento para aproveitar a ação do MP, buscando melhorias efetivas no serviço de transporte público.
Defendemos a importância das audiências públicas como método de diálogo entre o poder público e a população e acreditamos que a Prefeitura deve ouvir a opinião da população em diversas outras demandas, como no caso do camelódromo e as reivindicações dos servidores municipais, para citar dois exemplos. Infelizmente, a audiência pública que está sendo convocada é uma exigência do MP à Prefeitura e não um hábito do Governo municipal. Para superar este grave problema no caso do transporte coletivo, propomos a revitalização de um Conselho Municipal de Transportes, para que a população tenha um canal permanente para fazer chegar às autoridades suas reivindicações.
Além disso, neste momento podemos debater a exigência para que as empresas realizem prestações de contas públicas e que os trabalhadores rodoviários – motoristas e cobradores – recebam reajuste digno e tenham segurança para trabalhar. Enquanto isso, o valor da tarifa deve ser congelado, ou até reduzido, pois é inadmissível que um trabalhador gaste por ano em torno de R$ 1.460 para andar de ônibus e este serviço ser de péssima qualidade. Temos ainda que ratificar a meia-passagem para todos os estudantes (inclusive de cursinhos pré-vestibular) e buscar o mesmo direito para os desempregados.
Queremos ressaltar que entre os anos de 2004 e 2009 o aumento acumulado no valor da tarifa é de 70%. Ao mesmo tempo, a frota é formada por veículos defasados, a maioria dos pontos de ônibus não apresenta qualquer tipo de abrigo para os usuários, o número de carros com acesso para portadores de necessidades especiais é muito pequeno, ocorre superlotação em diversos horários, entre outros problemas.
Não queremos uma licitação de fachada, com regras que facilitem as mesmas empresas que há anos prestam serviço de péssima qualidade, exigimos melhorias reais. Portanto, propomos:
- Aumento substancial número de ônibus, garantindo agilidade no serviço, conforto e o fim da superlotação;
- Remuneração digna aos trabalhadores do setor, sem prejuízo aos usuários;
- Meia-passagem para desempregados e estudantes de cursinhos pré-vestibular
- Dinamizar o serviço de confecção de carteirinhas estudantis. Acabando com as imensas filas;
- Prestação de contas pública dos lucros das empresas;
- Criação imediata do Conselho Municipal de Transporte;
- Abertura de um estudo sobre a possibilidade da criação de uma empresa pública de transporte.
- Congelamento do preço da tarifa até o fim do processo licitatório;
- Definição de uma tarifa socialmente justa.
PARTIDO SOCIALISMO E LIBERDADE
Contatos: (8412 5644) (9119 5915) (8121 8256)
psolzonasul@gmail.com

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Transporte coletivo em Pelotas – roleta russa para o povo e de ouro para os empresários

O Jornal Diário Popular encerrou na última terça-feira uma série de matérias sobre o transporte coletivo de Pelotas. O DP baseou-se em pesquisa realizada pelo Instituto Pesquisa e Opinião, sobre a posição dos Pelotenses em relação ao sistema de transporte coletivo.

A pesquisa apresenta dados interessantes: 50 % da população pelotense utiliza diariamente o transporte coletivo. Entre as piores notas dadas pelos usuários estão o preço da tarifa e a superlotação dos ônibus (notas 4 e 6, respectivamente), já as melhores notas são destinadas aos trabalhadores rodoviários – motoristas e cobradores – por seu respeito aos passageiros (notas 8,5 e 8, respectivamente). A nota média para o conjunto do sistema é 6,5.

Há muito o tema do transporte coletivo é debatido em Pelotas. Tal debate ocorre, pois a cada ano um novo aumento na tarifa é apresentado pelos empresários e aceito pela Prefeitura. O aumento é justificado pelos empresários como necessário para reajustar o salário dos trabalhadores rodoviários e repor perdas com o aumento na planilha de custos que apresenta gastos com pneus, combustível, manutenção da frota, entre outros.

O fato é que o percentual de aumento de salário para os trabalhadores rodoviários fica sempre muito abaixo do percentual de aumento da tarifa, e as planilhas de custos das empresas já foram solicitadas inúmeras vezes pelos movimentos sociais da cidade e nunca foram apresentadas.

A conseqüência desta situação é um serviço cada vez mais caro e pior, entre os anos de 2004 e 2009 o aumento acumulado é de 70%. Ao mesmo tempo, a frota é formada por veículos defasados, a maioria das paradas de ônibus não apresenta qualquer tipo de abrigo para os usuários, o número de carros com acesso para portadores de necessidades especiais é muito pequeno, ocorre superlotação em diversos horários, entre outros problemas.

Os sucessivos Governos Municipais foram complacentes com esta situação. Entre o povo e os grandes empresários dos transportes, o poder público lamentavelmente sempre opta pelo lado dos empresários.

O movimento estudantil tem cumprido papel fundamental no combate ao caos no transporte coletivo, a juventude saiu às ruas em diversas oportunidades, tendo o apoio da maioria da população, sem que, infelizmente, este apoio se reflita em mais mobilizações de rua para que a Prefeitura e os empresários se vejam obrigados a recuar.

Desta forma, as ações mais contundentes têm partido do Ministério Público, que em 2007 chegou a impedir o aumento, fazendo com que a tarifa retornasse ao valor do ano anterior, o que durou cerca de um mês. No ano de 2009 ganhou mais peso o tema das licitações das empresas. Por mais incrível que possa parecer, das oito empresas que prestam o serviço de transporte coletivo em Pelotas, apenas duas são licitadas, isto é, um serviço público de suma importância, prestado pela iniciativa privada, sem nenhum tipo de mecanismo de controle por parte do poder público.

Nas últimas semanas o Ministério Público conquistou vitória em liminar que dá seis meses para que seja realizado processo licitatório, a Prefeitura obviamente recorreu e a batalha judicial continuará.

O processo licitatório seria importante, pois estabeleceria regras que as empresas teriam de cumprir, mas é evidente que não podemos nos deter na exigência de licitação. Além desta, é necessário que tenhamos participação popular no estabelecimento das regras, isto seria absolutamente viável a partir de audiências públicas nos bairros.

De nossa parte, opinamos que o sistema de transporte coletivo tem inúmeras falhas, sendo o preço da tarifa a mais limitante de todas. É limitante pois, os sucessivos aumentos fizeram com que uma parcela significativa da população tenha dificuldade e até impossibilidade de se deslocar pela cidade. É neste sentido que devemos avançar em medidas concretas e urgentes para resolver o problema, como o congelamento da tarifa, a existência de passe livre para o conjunto da população, uma vez por semana, para que as pessoas possam no mínimo procurar emprego ou visitar familiares doentes.

A posição das sucessivas gestões municipais em relação ao transporte público é parte de uma política responsável pelo retrocesso econômico de nossa cidade. A população precisa se deslocar para acessar trabalho, qualificação profissional e lazer. Enquanto os empresários lucram muito com o transporte coletivo, o povo permanece no bairro, à mercê da violência gerada pelo tráfico de drogas e o crime organizado. É mais do que hora de mudarmos esta situação, para que a cidade possa retomar o desenvolvimento, contemplando os setores da população que mais sofrem com o atual retrocesso econômico.