No próximo sábado, dia 3 de Setembro, às 14 h na Câmara de Vereadores de Pelotas, teremos Plenária Municipal do PSOL.
Nesta reunião, além de trocarmos informes, teremos o debate de teses e eleição de delegad@s ao III Congresso Nacional do Partido, que acontecerá no mês de Dezembro, em São Paulo.
Além disto, teremos debate em relação a continuação de nossa luta contra o aumento do número de Vereadores em Pelotas, confirmado hoje para 21.
Convidamos todos os militantes e simpatizantes a participarem da plenária.
"Vários irmãos se recolhem e vão em frente. Vários também escravizam sua mente. Eu sei bem, quebro a corrente onde passo, e planto a minha semente. Gafanhotos nunca roubam de que tem. Predadores, senhores que mentem, esperem sentados, a rendição, nossa vitória não será por acidente." Stab, de Planet Hemp.
terça-feira, 30 de agosto de 2011
terça-feira, 23 de agosto de 2011
Resposta à coluna Espeto Corrido do Jornal Diário Popular
Abaixo, publico nota do Jornalista José Ricardo Castro, da Coluna Espeto Corrido, do Diário Popular, em relação à posição do PSOL sobre o aumento do número de Vereadores em Pelotas. Na sequência, a resposta que lhe enviei. (em itálico, o que foi publicado na coluna do Espeto).
Posição - PSOL pelotense define o caminho a seguir sobre o aumento ou não do número de vereadores. É contra. Pede plebiscito com a população para que esta decida. Também defende campanha para o combate às reais e profundas mazelas da cidade. Pergunta do Espeto: se o número de vereadores passar para 23, o PSOL terá candidatos?
Posição - PSOL pelotense define o caminho a seguir sobre o aumento ou não do número de vereadores. É contra. Pede plebiscito com a população para que esta decida. Também defende campanha para o combate às reais e profundas mazelas da cidade. Pergunta do Espeto: se o número de vereadores passar para 23, o PSOL terá candidatos?
Respondendo a sua pergunta, em relação à posição do PSOL sobre o aumento do número de Vereadores.
O PSOL não define sozinho as regras das eleições. Em nenhum momento, cogitamos a possibilidade de deixar de participar de eleições devido à regras que nos desagradem. Temos um nítido exemplo no caso do financiamento das campanhas eleitorais, o PSOL é absolutamente contrário à forma atual de financiamento de campanha, visto que as grandes empresas financiam seus candidatos e os resultados eleitorais, em regra, demonstram que as campanhas mais ricas são vitoriosas.
Desta forma, não deixaremos de participar das eleições pelotenses em 2012, teremos candidatos à Vereador, tanto para disputar 15, quanto para disputar 23 vagas. Assim como teremos Candidato à Prefeito.
Grato,
Jurandir Silva
Presidente do PSOL Pelotas
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
Maioria dos Vereadores de Pelotas rejeita proposta do PSOL
Estivemos nesta segunda feira pela manhã na audiência pública convocada pela Câmara de Vereadores de Pelotas para debater o aumento do número de Legisladores de 15 para 23.
A "consulta" realizada pela Câmara à comunidade consistiu da abertura de seis intervenções de sete minutos, sendo três intervenções para os defensores da proposta e três para os contrários.
Para poder falar, era necessário ir à Câmara de Vereadores na semana passada e solicitar a inscrição. Por sorte, conseguimos inscrever o companheiro Helder Oliveira, que defendeu muito bem a posição do PSOL em relação ao assunto.
Como havíamos publicado na internet desde sábado, nossa posição é contrária ao aumento do número de vereadores. Fomos à audiência pública e, além de expor os motivos de nossa contrariedade, apresentamos a proposta de consulta à população, na forma de plebiscito ou referendo.
Tal proposta foi rejeitada pelos Vereadores favoráveis ao aumento, com o argumento de que uma consulta à comunidade era algo extremamente complicado e inviável de ser feito. Segundo os Vereadores, a consulta feita na audiência pública era suficiente.
De nossa parte, divergimos profunda e respeitosamente dos atuais Vereadores, visto que uma única audiência pública, realizada às 10 h da manhã de uma segunda-feira, impede a ampla maioria da população de participar e demonstrar sua opinião.
Vamos seguir lutando. Lançaremos um movimento com outras organizações e indivíduos, para que possamos realizar um plebiscito popular sobre o aumento do número de Vereadores em Pelotas. Ainda não descartamos a possibilidade de relizarmos um movimento de iniciativa popular, em que teríamos que coletar 9 mil assinaturas para barrar o aumento. Te convidamos a somar nesta jornada. Entre em contato!
A "consulta" realizada pela Câmara à comunidade consistiu da abertura de seis intervenções de sete minutos, sendo três intervenções para os defensores da proposta e três para os contrários.
Para poder falar, era necessário ir à Câmara de Vereadores na semana passada e solicitar a inscrição. Por sorte, conseguimos inscrever o companheiro Helder Oliveira, que defendeu muito bem a posição do PSOL em relação ao assunto.
Como havíamos publicado na internet desde sábado, nossa posição é contrária ao aumento do número de vereadores. Fomos à audiência pública e, além de expor os motivos de nossa contrariedade, apresentamos a proposta de consulta à população, na forma de plebiscito ou referendo.
Tal proposta foi rejeitada pelos Vereadores favoráveis ao aumento, com o argumento de que uma consulta à comunidade era algo extremamente complicado e inviável de ser feito. Segundo os Vereadores, a consulta feita na audiência pública era suficiente.
De nossa parte, divergimos profunda e respeitosamente dos atuais Vereadores, visto que uma única audiência pública, realizada às 10 h da manhã de uma segunda-feira, impede a ampla maioria da população de participar e demonstrar sua opinião.
Vamos seguir lutando. Lançaremos um movimento com outras organizações e indivíduos, para que possamos realizar um plebiscito popular sobre o aumento do número de Vereadores em Pelotas. Ainda não descartamos a possibilidade de relizarmos um movimento de iniciativa popular, em que teríamos que coletar 9 mil assinaturas para barrar o aumento. Te convidamos a somar nesta jornada. Entre em contato!
sábado, 20 de agosto de 2011
Posição do PSOL sobre o aumento do número de vereadores em Pelotas
O POVO DECIDE
A Câmara de Vereadores de Pelotas está debatendo o aumento do número de legisladores municipais. De acordo com a proposta, a partir de 2013, a Câmara teria 23 Vereadores, oito a mais que atualmente.
A maioria absoluta dos atuais vereadores já se manifestou a favor do aumento de cadeiras na Câmara e ao que tudo indica, a consulta à comunidade Pelotense a ser realizada em audiência pública, não passa de mera formalidade.
Nós do Partido Socialismo e Liberdade, nos posicionamos firmemente contra o aumento do número de vereadores em Pelotas. Sugerimos aos Vereadores da cidade, que antes de implementarem o aumento do número de legisladores, implementem uma forte campanha de combate às reais e profundas mazelas de nossa cidade, como a falta de empregos, de perspectivas para os jovens, a interminável e desesperadora crise da saúde pública, entre tantos outros assuntos determinantes para a vida do povo Pelotense.
Temos a nítida compreensão, de que o aumento do número de vereadores na cidade em nada garante a necessária vinculação entre os desejos do povo e a ação dos legisladores. A Cidade não precisa de mais Vereadores, a Cidade precisa de Vereadores que respondam aos anseios do povo.
Por fim, gostaríamos de sugerir uma real consulta à comunidade, na forma de plebiscito, organizado pela Câmara de Vereadores e a sociedade organizada. Nesta consulta, a população votaria “SIM” ou “NÃO” ao aumento do número de legisladores, sendo obrigatoriamente, o resultado da votação acatado pelos atuais Vereadores.
Convidamos todos a somarem-se nesta luta!
PSOL Pelotas-RS, 20 de Agosto de 2011.
A Câmara de Vereadores de Pelotas está debatendo o aumento do número de legisladores municipais. De acordo com a proposta, a partir de 2013, a Câmara teria 23 Vereadores, oito a mais que atualmente.
A maioria absoluta dos atuais vereadores já se manifestou a favor do aumento de cadeiras na Câmara e ao que tudo indica, a consulta à comunidade Pelotense a ser realizada em audiência pública, não passa de mera formalidade.
Nós do Partido Socialismo e Liberdade, nos posicionamos firmemente contra o aumento do número de vereadores em Pelotas. Sugerimos aos Vereadores da cidade, que antes de implementarem o aumento do número de legisladores, implementem uma forte campanha de combate às reais e profundas mazelas de nossa cidade, como a falta de empregos, de perspectivas para os jovens, a interminável e desesperadora crise da saúde pública, entre tantos outros assuntos determinantes para a vida do povo Pelotense.
Temos a nítida compreensão, de que o aumento do número de vereadores na cidade em nada garante a necessária vinculação entre os desejos do povo e a ação dos legisladores. A Cidade não precisa de mais Vereadores, a Cidade precisa de Vereadores que respondam aos anseios do povo.
Por fim, gostaríamos de sugerir uma real consulta à comunidade, na forma de plebiscito, organizado pela Câmara de Vereadores e a sociedade organizada. Nesta consulta, a população votaria “SIM” ou “NÃO” ao aumento do número de legisladores, sendo obrigatoriamente, o resultado da votação acatado pelos atuais Vereadores.
Convidamos todos a somarem-se nesta luta!
PSOL Pelotas-RS, 20 de Agosto de 2011.
quarta-feira, 15 de junho de 2011
Brasil decide mais uma, no dia do meu aniversário
Amig@s. Se alguém acompanha este blog sabe que eu estou meio que totalmente em dívida com a atualização dele. Uma série de coisas aconteceram e eu não pude usar o blog como uma ferramenta: as mobilizações na Europa, dos bombeiros do RJ, a luta dos estudantes da UFPel... enfim, mas quem me conhece sabe que eu não estou "parado", só que nas últimas semanas, o que mais tenho escrito são fichas de leitura do Mestrado, e estas, acho que ninguém vai querer ler né? Com exceção dos meu professores!!
Bem, mas hoje é meu aniversário, me lembrei de um aniversário muito legal meu, em 1997. Escrevi sobre este dia, empolgado com o jogo do Brasil hoje a noite. Ficou meio extenso, mas espero que leiam. Em breve voltamos com força total!
Bem, 15 de Junho é o dia do meu aniversário. Em 2011, faço 28 anos. Sou torcedor do Brasil de Pelotas e tenho lá algumas lembranças de jogos decisivos do Xavante no dia do meu aniversário. Neste dia 15, às 20 h o Brasil entra em campo em Farroupilha, contra o Brasil daquela cidade e não pude deixar de lembrar de um dos dias 15 de junho mais notáveis da minha vida, justamente em razão de ser um dia de decisão para o Brasil.
Era um Domingo, 15 de Junho de 1997, eu estava fazendo 14 anos. Foi um dia muito chuvoso, daqueles pra ficar dormindo em casa, mas era meu aniversário e Xavante que se preze é da “Maior e Mais Fiel”, obviamente eu tinha que ir pro jogo.
Fui pro jogo. Na verdade fomos, eu e os meus vizinhos/amigões, o Daniel, o Rafael e se não me engano o queridíssimo e falecido Max também foi (o Max era colorado e não ia aos jogos do Brasil, mas pela excepcionalidade da partida, foi). Saímos a pé, com toda aquela chuva, da Cerquinha até a Baixada.
Jogariam Brasil e Juventude de Caxias do Sul, era uma decisão, o último jogo da Fase, se o Brasil vencesse classificaria para o mata-mata do Gauchão. O Juventude tinha um timaço, na época a empresa Parmalat jorrava dinheiro nos cofres do time de Caxias. O Brasil tinha um time mais modesto, mas, era um time combativo. O Craque do time e melhor jogador que eu vi com a camisa do Brasil era o 10, Luizinho Vieira. Digo que foi o melhor que eu vi jogar no Brasil porque sou fã dos jogadores que na hora “aga” não costumam faltar, e no dia 15 de Junho de 1997, o Luizinho não faltou.
Com toda aquela chuva, o Bento Freitas estava completamente lotado. Milhares de fiéis estavam lá e viram tudo o que eu vi, ou quase tudo. Bem, eu estava fazendo 14 anos, naquela fase de adolescente rebelde sem causa sabem? Pois o jogo começou e a torcida estava empolgadíssima, fomos lá para o “meião”, perto da Garra Xavante (a charanga, pra quem não sabe). Naquela empolgação a turma começou a fazer uma coreografia que era muito comum em todos os estádios do país, antes do surgimento das cadeiras (que ainda não chegaram na Baixada), todo mundo se abraçava e ficava pulando de um lado pro outro. Eis que o adolescente rebelde sem causa resolveu não se abraçar com a galera, porque o jogo já tinha começado e era necessário ver o jogo.
O jogo foi tenso, muito tenso. Na época, o Brasil tinha um lateral esquerdo que tinha vindo das categorias de base do Inter, chamado Silvan. A galera não gostava do Silvan, e eu não sabia porque. Eu achava que o cara jogava bem e tomei minha segunda atitude de adolescente rebelde sem causa, antipática, enquanto todos vaiavam o Silvan, eu aplaudia.
O primeiro tempo acabou em zero a zero. Ali, é normal a gente ver todo o jogo em pé e se sentar no intervalo, mas como estava tudo molhado, todo mundo ficou em pé. Neste momento, percebi que eu tinha me separado dos meus amigos, pois tinha muita gente no Estádio e acabamos ficando meio longe nas arquibancadas.
Eu estava lá, sozinho, em pé, todo molhado e começaram a passar uns copos de cerveja pela minha cabeça, na época, podia tomar cerveja nos Estádios. Neste momento, tomei minha terceira e fatal atitude de adolescente rebelde sem causa, antipática: reclamei do vai e vem dos copos na minha cabeça. Foi só eu reclamar e os copos passaram a bater com mais força na minha cabeça, viravam cerveja em mim, batiam com os braços na minha cabeça... só aí é que eu fui “tomar consciência” dos meus atos e da minha situação. Os meus amigos eram uns caras altos, mais de 1 m e 80, fortões, e eu, o mais novinho e fraquinho, tinha arranjado uma confusão.
O ápice das provocações se deu quando um dos caras dos copos de cerveja me puxou o cabelo (na época era comprido), sério, foi um puxão muito forte. Tomei coragem e me virei! Quarta atitude adolescente, rebelde, sem causa, e desta vez insana. Os “caras da cerveja” eram 6, muuuito maiores e mais “experientes”do que eu. O que puxou o meu cabelo tomou a frente, me agarrou as bochechas que nem a gente faz com as criancinhas, só que muito mais forte e começou a dizer assim: “olha aqui Negão Feijão, é um gurizinho! O que nós vamos fazer com este gurizinho? Nós vamos bater neste GURIZINHO?”
Eu, obviamente, me caguei de medo. Fiquei estático. Nisso, se aproximou o “Negão Feijão”, que era meio gordinho, com um bigodão, o mais baixo deles, mas parecia ser uma espécie de líder. O “Negão Feijão” me olhou de cima abaixo, pegou minhas bochechas e disse: “É verdade, é um gurizinho, deixa ele.”
Ufa, me livrei daquela. Me virei em direção ao campo e decidi que não olharia mais pra trás de jeito nenhum, vai que eles mudassem de idéia? Começou o segundo tempo, o jogo continuou tenso, o campo estava encharcado e a bola não rolava, a torcida estava ficando maluca. Lá pelas tantas alguém jogou uma pedra pra dentro do campo, acertou a cabeça do bandeirinha, que ficou sangrando muito e teve que ser substituído.
O tempo passou, a ansiedade cresceu e nada de gol do Xavante. Até que passados 40 minutos de jogo o Brasil armou uma jogada pela direita, a bola foi cruzada na área, se deu uma confusão e sobrou dentro da área. Adivinhem quem apareceu para guardar? Ele mesmo, Luizinho, Gol do Brasil, Gol da classificação!!!! Me lembro até hoje de ver o gol na TV no outro dia, tinha um torcedor atrás do gol (foi no gol do placar) que conservou o seu guarda-chuva intacto até o gol do Luizinho, quando saiu o gol, o cara começou a bater com o guarda-chuva na tela, destruindo-o.
E assim são as comemorações dos gols decisivos, naquele dia não foi diferente. Em todo o Estádio, toda a Massa Xavante se enlouqueceu, uns pulavam, outros corriam, outros se deitavam nas arquibancadas, nas poças d’água... eu, que estava longe dos meus amigos, pulei, gritei, me ajoelhei, levantei e comecei a abraçar todo mundo que estava perto de mim, pessoas desconhecidas, mas que naquele momento tinham virado meus melhores amigos.
Lá pelas tantas, adivinhem que surgiu ao meu lado? Ele mesmo, o “Negão Feijão”. Fiquei meio grilado, “o que eu vou fazer, será que esses caras querem me bater ainda?” Eis que o Feijão me agarrou pelas bochechas novamente, me sacudiu e começou a gritar: “GURIZINHOOOOO, GURIZINHOOOOO, É NOSSO, É O XAVANTE!!!”, depois ele começou a beijar as minhas bochechas, as mesmas que ele queria esbofetear a 45 minutos atrás.
Comemoramos todos juntos. Eu e a “galera dos copos”. Foi uma grande lição, um baita presente de aniversário. Talvez até tenha sido um divisor de águas, um episódio importante para o término da maldita fase de adolescente rebelde sem causa. Hoje, 15 de Junho de 2011, faço 28 anos, não sou mais adolescente, me considero um rebelde, só que agora com causa. O que não mudou é que eu continuo sendo mais um membro da Massa Xavante, da Maior e Mais Fiel e que eu quero que alguém “guarde” aquele golzinho da classificação no dia do meu aniversário.
Saudações especiais ao Luizinho Vieira, que a última vez que vi estava treinando o nosso co-irmão Farroupilha e ao “Negão Feijão” que nunca mais vi.
Bem, mas hoje é meu aniversário, me lembrei de um aniversário muito legal meu, em 1997. Escrevi sobre este dia, empolgado com o jogo do Brasil hoje a noite. Ficou meio extenso, mas espero que leiam. Em breve voltamos com força total!
Bem, 15 de Junho é o dia do meu aniversário. Em 2011, faço 28 anos. Sou torcedor do Brasil de Pelotas e tenho lá algumas lembranças de jogos decisivos do Xavante no dia do meu aniversário. Neste dia 15, às 20 h o Brasil entra em campo em Farroupilha, contra o Brasil daquela cidade e não pude deixar de lembrar de um dos dias 15 de junho mais notáveis da minha vida, justamente em razão de ser um dia de decisão para o Brasil.
Era um Domingo, 15 de Junho de 1997, eu estava fazendo 14 anos. Foi um dia muito chuvoso, daqueles pra ficar dormindo em casa, mas era meu aniversário e Xavante que se preze é da “Maior e Mais Fiel”, obviamente eu tinha que ir pro jogo.
Fui pro jogo. Na verdade fomos, eu e os meus vizinhos/amigões, o Daniel, o Rafael e se não me engano o queridíssimo e falecido Max também foi (o Max era colorado e não ia aos jogos do Brasil, mas pela excepcionalidade da partida, foi). Saímos a pé, com toda aquela chuva, da Cerquinha até a Baixada.
Jogariam Brasil e Juventude de Caxias do Sul, era uma decisão, o último jogo da Fase, se o Brasil vencesse classificaria para o mata-mata do Gauchão. O Juventude tinha um timaço, na época a empresa Parmalat jorrava dinheiro nos cofres do time de Caxias. O Brasil tinha um time mais modesto, mas, era um time combativo. O Craque do time e melhor jogador que eu vi com a camisa do Brasil era o 10, Luizinho Vieira. Digo que foi o melhor que eu vi jogar no Brasil porque sou fã dos jogadores que na hora “aga” não costumam faltar, e no dia 15 de Junho de 1997, o Luizinho não faltou.
Com toda aquela chuva, o Bento Freitas estava completamente lotado. Milhares de fiéis estavam lá e viram tudo o que eu vi, ou quase tudo. Bem, eu estava fazendo 14 anos, naquela fase de adolescente rebelde sem causa sabem? Pois o jogo começou e a torcida estava empolgadíssima, fomos lá para o “meião”, perto da Garra Xavante (a charanga, pra quem não sabe). Naquela empolgação a turma começou a fazer uma coreografia que era muito comum em todos os estádios do país, antes do surgimento das cadeiras (que ainda não chegaram na Baixada), todo mundo se abraçava e ficava pulando de um lado pro outro. Eis que o adolescente rebelde sem causa resolveu não se abraçar com a galera, porque o jogo já tinha começado e era necessário ver o jogo.
O jogo foi tenso, muito tenso. Na época, o Brasil tinha um lateral esquerdo que tinha vindo das categorias de base do Inter, chamado Silvan. A galera não gostava do Silvan, e eu não sabia porque. Eu achava que o cara jogava bem e tomei minha segunda atitude de adolescente rebelde sem causa, antipática, enquanto todos vaiavam o Silvan, eu aplaudia.
O primeiro tempo acabou em zero a zero. Ali, é normal a gente ver todo o jogo em pé e se sentar no intervalo, mas como estava tudo molhado, todo mundo ficou em pé. Neste momento, percebi que eu tinha me separado dos meus amigos, pois tinha muita gente no Estádio e acabamos ficando meio longe nas arquibancadas.
Eu estava lá, sozinho, em pé, todo molhado e começaram a passar uns copos de cerveja pela minha cabeça, na época, podia tomar cerveja nos Estádios. Neste momento, tomei minha terceira e fatal atitude de adolescente rebelde sem causa, antipática: reclamei do vai e vem dos copos na minha cabeça. Foi só eu reclamar e os copos passaram a bater com mais força na minha cabeça, viravam cerveja em mim, batiam com os braços na minha cabeça... só aí é que eu fui “tomar consciência” dos meus atos e da minha situação. Os meus amigos eram uns caras altos, mais de 1 m e 80, fortões, e eu, o mais novinho e fraquinho, tinha arranjado uma confusão.
O ápice das provocações se deu quando um dos caras dos copos de cerveja me puxou o cabelo (na época era comprido), sério, foi um puxão muito forte. Tomei coragem e me virei! Quarta atitude adolescente, rebelde, sem causa, e desta vez insana. Os “caras da cerveja” eram 6, muuuito maiores e mais “experientes”do que eu. O que puxou o meu cabelo tomou a frente, me agarrou as bochechas que nem a gente faz com as criancinhas, só que muito mais forte e começou a dizer assim: “olha aqui Negão Feijão, é um gurizinho! O que nós vamos fazer com este gurizinho? Nós vamos bater neste GURIZINHO?”
Eu, obviamente, me caguei de medo. Fiquei estático. Nisso, se aproximou o “Negão Feijão”, que era meio gordinho, com um bigodão, o mais baixo deles, mas parecia ser uma espécie de líder. O “Negão Feijão” me olhou de cima abaixo, pegou minhas bochechas e disse: “É verdade, é um gurizinho, deixa ele.”
Ufa, me livrei daquela. Me virei em direção ao campo e decidi que não olharia mais pra trás de jeito nenhum, vai que eles mudassem de idéia? Começou o segundo tempo, o jogo continuou tenso, o campo estava encharcado e a bola não rolava, a torcida estava ficando maluca. Lá pelas tantas alguém jogou uma pedra pra dentro do campo, acertou a cabeça do bandeirinha, que ficou sangrando muito e teve que ser substituído.
O tempo passou, a ansiedade cresceu e nada de gol do Xavante. Até que passados 40 minutos de jogo o Brasil armou uma jogada pela direita, a bola foi cruzada na área, se deu uma confusão e sobrou dentro da área. Adivinhem quem apareceu para guardar? Ele mesmo, Luizinho, Gol do Brasil, Gol da classificação!!!! Me lembro até hoje de ver o gol na TV no outro dia, tinha um torcedor atrás do gol (foi no gol do placar) que conservou o seu guarda-chuva intacto até o gol do Luizinho, quando saiu o gol, o cara começou a bater com o guarda-chuva na tela, destruindo-o.
E assim são as comemorações dos gols decisivos, naquele dia não foi diferente. Em todo o Estádio, toda a Massa Xavante se enlouqueceu, uns pulavam, outros corriam, outros se deitavam nas arquibancadas, nas poças d’água... eu, que estava longe dos meus amigos, pulei, gritei, me ajoelhei, levantei e comecei a abraçar todo mundo que estava perto de mim, pessoas desconhecidas, mas que naquele momento tinham virado meus melhores amigos.
Lá pelas tantas, adivinhem que surgiu ao meu lado? Ele mesmo, o “Negão Feijão”. Fiquei meio grilado, “o que eu vou fazer, será que esses caras querem me bater ainda?” Eis que o Feijão me agarrou pelas bochechas novamente, me sacudiu e começou a gritar: “GURIZINHOOOOO, GURIZINHOOOOO, É NOSSO, É O XAVANTE!!!”, depois ele começou a beijar as minhas bochechas, as mesmas que ele queria esbofetear a 45 minutos atrás.
Comemoramos todos juntos. Eu e a “galera dos copos”. Foi uma grande lição, um baita presente de aniversário. Talvez até tenha sido um divisor de águas, um episódio importante para o término da maldita fase de adolescente rebelde sem causa. Hoje, 15 de Junho de 2011, faço 28 anos, não sou mais adolescente, me considero um rebelde, só que agora com causa. O que não mudou é que eu continuo sendo mais um membro da Massa Xavante, da Maior e Mais Fiel e que eu quero que alguém “guarde” aquele golzinho da classificação no dia do meu aniversário.
Saudações especiais ao Luizinho Vieira, que a última vez que vi estava treinando o nosso co-irmão Farroupilha e ao “Negão Feijão” que nunca mais vi.
terça-feira, 26 de abril de 2011
Plenária do PSOL Pelotense neste sábado
No próximo sábado, dia 30 de Abril, teremos Plenária Municipal do PSOL em Pelotas, às 15 horas no Plenário da câmara de Vereadores, na Rua XV de Novembro, número 207.
Nossa ideia é retomar as discussões sobre organização partidária desenvolvidas a partir da Plenária de março, contemplando temas como campanhas financeiras e atividades de formação política e apresentação partidária.
Debateremos também, dois temas fundamentais para a a cidade de Pelotas: um deles é o transporte coletivo, o qual nos referimos no post anterior. Pretendemos armar a militância partidária para intervir concretamente no processo de discussões que ora se inicia.
O outro tema é também muito grave, infelizmente histórico. A crise da saúde pública. Além da constante superlotação do Pronto-Socorro Municipal, temos um atendimento deficiente nos postos de saúde. Tal crise teve conseqüência trágica nos dias anteriores ao feriadão de Páscoa, quando um bebê de 6 meses veio a falecer por falta de leito.
Se o conjunto das forças políticas municipais vai calar em relação ao caos no transporte e a terrível situação da saúde pública, o PSOL não vai calar. Se não queres calar, some-se à nossa luta, participe da Plenária do dia 30.
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